Um 2015 sem planos

Já falei que gosto de fazer retrospectivas, mas em final de ano isso ganha mais peso. Se por um lado fico feliz com algumas coisas, por outro bate aquela angústia por mais um ano estar terminando, outro estar prestes a começar e não haver perspectivas de algumas coisas se tornarem realidade. Muito drama, né? Mas é assim… Os últimos finais de ano têm sido assim pra mim.

Esse ano foi um enigma do começo ao fim (e ainda faltam 8 dias). Não fiz planos, apenas deixei as coisas acontecerem, aproveitei oportunidades, fiz o que apareceu pra fazer. Mas nada foi planejado. Digamos que eu não tenha ido atrás dessas coisas, mas já que elas apareceram… Bora lá!

Em 2015, eu recebi meu diploma de jornalista, não arranjei um emprego como esperava, mas consegui um freela que me permitiu fazer aquilo que eu queria, sair do comum e ir atrás de histórias que pudessem ajudar outras pessoas. Não planejei viajar, mas fui a Brasília por conta desse freela.

Não quis engatar outra graduação ou começar uma pós ou mestrado, mas fiz uma oficina de jornalismo gastronômico e dois cursos de jornalismo de dados que expandiram meu leque de possibilidades na área, além de ter conhecido mais pessoas :)

Fiz algumas tentativas que não deram certo, como o processo seletivo pro curso de focas do Estadão — tradicional e econômico —, mas em boa hora fui selecionada pro curso Abril de jornalismo, que começa ano que vem \o/ Não peguei uma gripe sequer nesse ano, mas sofri uns 15 dias com dengue :( Nada planejado.

Nesse ano, Angelo e Daia (vulgo Amorlindos) se casaram, e eu e o Vini tivemos o grande prazer de sermos testemunhas/padrinhos do casal mais meloso de lindo que já conheci na vida. Desculpem-me a distância. Amo vocês, sério.

Sr. & Sra. Amorlindos <3
Sr. & Sra. Amorlindos <3

Finalmente, intimei minha mãe a conhecer o Outback, comer as tradicionais cebola empanada e costela, mas ela não gostou e fiquei indignada. Tive a impressão de ter ido à casa da minha tia (a cerca de 300 metros da minha) mais vezes do que fiz desde 2011, de forma espontânea, sem necessidades de convites para o almoço.

Mas não sobrou
Mas não sobrou

Porém, passei esse ano sem ver os amigos, apenas postergando um encontro que até agora não aconteceu. Encontrei algumas amigas em momentos pontuais, como aniversário, e só. Senti falta disso e vejo que, além de aproveitar oportunidades, preciso criá-las.

Terminando de escrever esse texto, percebo que meu ano foi muito voltado ao jornalismo, ao trabalho, às atividades voltadas a ele, e olha que nem tenho um emprego fixo! Estou só começando, mas já penso que é hora de ir com calma, porque se continuar assim, posso nunca ter tempo pra mais nada na vida quando estiver trabalhando a mil. Não quero que o trabalho me consuma. Não quero isso pra você. Pra ninguém.

Exceto pelo curso Abril, 2016 continua sem planos, sem metas. E talvez continue assim. Sonhar nada custa, mas sonhar traz expectativas e eu sou muito ansiosa, coisas que não combinam.

Numa conversa virtual recente, disse que “acho que não faço mais planos… Vou deixando acontecer e desejando e orando pras certas coisas. Não sei se é bom ou ruim…”. Realmente não sei se é válido ou não, mas muita coisa boa aconteceu e ainda resta-me fé pra vida e, por tudo que foi esse ano, a palavra de 2015 é GRATIDÃO!

(pra 2016, apenas uma promessa clichê: vou emagrecer, cof, cof)

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  • Fico muito feliz em me ver no blog da Ludi. Realmente é legal ver uma pessoa interessada em sua profissão a esse ponto (olha que um desistente do jornalismo é quem envia essa mensagem). O 2016 sem planos é bom, desde que o primeiro plano seja almoçar lá em casa.
    ps: quem é essa ruiva linda? me passa o telefone dela?
    ps2: não sou meloso, sou romântico <3
    também amamos vocês :)