Aproveite as oportunidades

Mais longe foi aquele que tentou e não conseguiu do que aquele que não tentou.

Acredito que essa frase resume a vida. Tem outra, que ouvi pela primeira vez da Silvia Cavalli, minha ex-diretora na TV São Judas, que levo sempre comigo: “Tenta. O ‘não’ você já tem”. Isso vale bastante pro jornalismo. Você acha que, obviamente(?), não vai conseguir entrevistar determinada pessoa porque ela é muito ocupada, tá sempre rejeitando entrevistas e vive rodeada de fama. Ok, o ‘não’ você já, mas, realmente, não custa tentar mais uma vez, de verdade.

Se você tem interesse em algo, tem vontade de fazer alguma coisa, vá, tente, faça. O máximo que pode acontecer é dar em nada ou resultar em algo muito bom. Só não vale se arrepender por não ter tentado. Quando oportunidades surgem, aproveite-as!

Eu gosto de fazer uma retrospectiva quando algo marcante acontece na minha vida, seja bom ou ruim, penso em como todas as coisas se desenrolaram e nas escolhas que me fizeram chegar onde cheguei. Não quero discutir sobre destino, que tudo já está escrito, sobre livre arbítrio e tantas outras coisas subjetivas que nos rondam. Mas uma coisa é certa: se VOCÊ quer algo pra SUA vida, não é outra pessoa que vai conseguir isso pra você.

Recentemente, parei pra uma dessas pausas reflexivas após ir pra Brasília receber meu primeiro prêmio como jornalista. Quando terminei a faculdade, em 2014, não pensei em já iniciar outra graduação e/ou começar a trabalhar no mês seguinte. Queria um tempinho de férias, em casa, com a família e o namorado (já que os TCCs me tomaram bastaaante tempo!), mas aí se passaram um, dois, três meses e nada.

Não sabia o que fazer, não havia nenhum emprego em vista, mesmo tendo mandado – e continuo mandando – currículo pra Deus e o mundo. Fiz uma entrevista antes do carnaval pra assessoria, uma área que não tenho experiência nem, sinceramente, me atrai no momento, mas deu em nada (só sei disso porque não me chamaram até hoje nem deram sinal qualquer).

Decidi, então, fazer tudo que eu encontrasse sobre jornalismo: ler livros, assistir palestras, ir a encontros, fazer cursos, o que fosse. Em maio, soube de uma oficina de jornalismo gastronômico oferecida pela Énois e me inscrevi na hora! Fui selecionada pra participar e marquei presença. Um dia antes, bateu o desânimo. A oficina seria numa sexta, das 10h às 17h, a 2 horas de distância da minha casa, e eu tinha passado a semana toda indo dormir tarde e acordando bem cedo. Tava mooorta!

Falei isso pro Vini, meu namorado, e ele veio com todo aquele incentivo emocional:
— Vai, amor, vai ser bom pra você.
— Mas eu não tô aguentando de sono, tô cansada, não quero acordar cedo! — argumentei fracamente.
— Faz um esforcinho e vai, sim.

Ele foi meu incentivo, acabei sendo convencida e reforcei a ideia de aproveitar tudo! Pra encurtar a história, depois de todo o processo da oficina — que incluía escrever textos pro canal —, me chamaram pra escrever em outro site deles, o Na Responsa!, e eu topei sem titubear. Entre uma reportagem e outra, surgiu a pauta sobre ensino democrático, nossa editora falou que poderia se encaixar no Prêmio, fizemos e chegamos ao 3º lugar na categoria webjornalismo.

E aí pensei: e se eu não tivesse ido pr’aquela oficina? E se, mesmo indo pra oficina, não tivesse aceitado continuar? Eu não tenho como saber. Talvez eu estivesse na mesma, talvez eu tivesse ido pro exterior ou talvez nunca teria tido tantas primeiras vezes de uma só vez: o primeiro prêmio, a primeira vez em Brasília, o primeiro hotel da vida (hotel TOP, diga-se de passagem), a primeira viagem de avião sozinha.

Faço esse tipo de reflexão pra tudo na minha vida: como conheci as pessoas, como elas se tornaram amigas, por que elas permaneceram ou não, os caminhos que me levaram a conhecer o Vini <3, o porquê de jornalismo e não engenharia civil etc. Seja como, onde e com quem for, não desperdice oportunidades. Elas estão aí para serem aproveitadas e se você não aproveitar, outra pessoa o fará por você.

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